Economia, Sociedade e Saúde Mental: Profissionais de Saúde e o Direito Humano à Felicidade - cuidando de quem cuida

30/11/2017

Capítulo do Livro Direitos Humanos  e Saúde Mental

Neste estudo, aborda-se a crescente precarização do mercado de trabalho de saúde está intimamente vinculada à concepção mercantilista ao serviço de saúde. Este aspecto tem nefastas consequências, pois da obtenção de incremento de produtividade, especialmente, pela intensificação do ritmo e do tempo de trabalho aliada às condições mentalmente extenuantes marcadamente presentes na prestação de serviços relativos à saúde mental.

A precarização do mercado de trabalho aliada à focalização das políticas públicas, especialmente a de saúde, revelam um quadro de grave ao direitos imanentes à cidadania delineada pela Constituição Federal brasileira notoriamente inspirada na normativa de Direito Humanos.Assim é impostergável a defesa de um sistema de saúde de qualidade, que atenda dignamente a população e valorize os profissionais de saúde para promover o respeito do direito à vida e à felicidade.

Neste cenário, o direito a saúde mental enquanto imanência do direito à busca da felicidade é um bem juridicamente protegido pela nossa Constituição cuja efetividade deve dar especial primazia à ações de valorização e desprecarização profissional. Em suma, para assegurar o direito à saúde, deve-se urgentemente cuidar de quem cuida